A
Grande Mãe...e
a Natureza!!
Desde
a Antigüidade,
o Ser Humano
fascina-se com os mistérios
da Mãe Natureza:
Ciclos da Vida, a fertilidade
e a colheita,
o cultivo e o nascimento
na Alma do Feminino.
Na qualidade de filhas
da Natureza, nós,
mulheres, vivemos o
seu ritmo, seu fluxo,
a maternidade, reproduzindo
a criação.
O
eterno fluxo feminino:
a infância, substituída
pela adolescência,
a jovem adulta à
condição
de mulher,
a parturiente à
mãe: A Grande
Mãe.!
A Grande Mãe,
figura arquetípica
presente em variadas
culturas,
tendo responsabilidade
quanto à
nutrição
e à destruição
de sua criação.
A criação
que está presente
em nós
e ao nosso lado, no
assumir de nossa fertilidade,
no cultivo, na colheita
e no nascer
de uma Nova vida, de
um Novo Ser.
Em nós, nascendo
a partir de nós,
parte de dentro de nós,
chegando como criança
a sua vida,
a sua existência,
ao início de
um processo, de uma
longa jornada.
É a construção
da história de
um novo Ser humano.
Após
o parto,
a mãe emociona-se
ao ouvir o primeiro
choro do recém-nascido,
o sopro divino,
a sua primeira respiração
nesta existência.
Neste momento,
a criança, está
sobre a barriga da mãe,
com os olhos fechados
como que na
imersão em seu
mundo interior, do qual
emergiu apenas fisicamente.
Neste exato momento,
reina a totalidade:
a Grande Mãe
com sua Criação
Divina.!
O
milagre de uma nova
vida principia
misteriosamente e em
silêncio.
A mãe aceita
esse milagre em si e
naquele
que também encontra-se
adormecido sobre si.
Aos poucos, o recém-nascido
abre seus olhos,
olha para a mãe
e sorri. A mãe
revive todo o milagre.
Ela vê a profundidade
nos olhos do pequeno
Ser,
que parece vir de longe,
e ela pressente a existência,
ali, de uma sabedoria
que traz as experiências
de toda
a humanidade, e então
admira -se ao intuir
em sua
Alma Feminina vínculos
com todas as mulheres
que
já viveram ou
viverão a mesma
experiência que,
apesar de universal,
é muito única
para cada uma.
Talvez
a mãe acaricie,
cheia de veneração,
o milagre de sua criação:
a criança que,
com a expressão
de felicidade em seu
pequeno rosto,
fecha seus olhos para
retornar por um breve
momento
ao lugar de onde veio:
ao útero da Grande
Mãe Natureza.
Sem o filho não
existiria o pai, a mãe,
e o homem não
poderia viver essa dimensão
de sua vida; a mulher
não
poderia experimentar
o mistério da
gravidez e da
maternidade. Sem a Criança,
não existiria
o produto
da criação
com a imagem e semelhança
à natureza.
Enquanto
houver a fertilidade,
o cultivo,
a colheita e o nascimento
de um novo Ser,
haverá uma Mãe
que carregou sua Criança
durante seu cultivo
sob seu coração
e qu
após a colheita
o carrega em seu coração.
Existirá, sempre,
a Grande Mãe
que nos acolhe,
nos acompanha e nos
admira ao sermos Mães,
que a sua semelhança,
carregamos ao colo,
nossa criação:
a Criança Divina.
ESTE É UM BOM
CONCEITO DE MATERNIDADE
!!!
(Procura-se
o Autor)